Acidente no aeroporto de Madrid deixa 153 mortos
2008-08-20 20:39 Tragédia ocorreu às 14h45, no aeroporto de Madri, durante a decolagem da aeronave com 172 passageiros a bordo
20/08/2008 - 12h59 . Atualizada em 20/08/2008 - 18h00
France Press
O número de pessoas mortas no acidente de avião hoje não para de subir. As últimas notícias informam que 153 pessoas morreram e 19 ficaram feridas no aeroporto de Madri-Barajas, informou em entrevista à imprensa a ministra espanhola de Infra-Estrutura, Magdalena Alvarez.
O avião, da companhía espanhola Spanair, filial da escandinava SAS, viajava com 172 pessoas a bordo, entre elas 10 tripulantes, segundo a companhia aérea.
As autoriddades ainda não haviam, na tarde desta quarta-feira, fornecido um balanço oficial do pior acidente aéreo registrado na Espanha desde 1985.
O aparelho, um MD-82, transportava 164 passageiros e nove tripulantes, segundo a Spanair, filial da companhia escandinava SAS. O avião estava em fase de decolagem às 14h45 locais (9h45 de Brasília) rumo a Las Palmas, no arquipélago espanhol das Canárias, quando um dos motores pegou fogo, segundo a imprensa espanhola.
O avião saiu da pista e se partiu, com o fogo se propagando a todo o aparelho. O võo tinha uma hora de atraso quando o aparelho iniciou a fase de decolagem.
A rádio nacional não identificou suas fontes, e uma grande confusão predominava sobre o balanço de vítimas da catástrofe.
O governo espanhol se recusou a fornecer um balanço oficial. A ministra da Infra-Estrutura, Magdalena Alvarez, presente no aeroporto, declarou: 'Ainda não conseguimos confirmar o número de mortos, mas já sabemos que é muito alto'. A ministra se limitou a mencionar a retirada de 26 feridos.
Alguns minutos dopois, o prefeito de Madri, Alberto Ruiz-Gallardon, também presente no aeroporto, disse que 28 feridos haviam sido evacuados, um número confirmado por um responsável pelos socorros, Ervigio Corral.
Os meios de comunicação divulgaram balanços de 100 a 150 mortos.
Um socorrista entrevistado pelo canal espanhol CNN+ afirmou ter visto dezenas de corpos 'carbonizados'.
Segundo outro socorrista citado no site do jornal El Mundo, o avião 'estava cheio de corpos carbonizados'.
Trata-se do acidente aéreo mais mortífero na Espanha desde o do dia 19 de fevereiro de 1985 em Bilbao (148), e do acidente mais grave na Europa desde o Tupolev russo que caiu no leste da Ucrânia (170 mortos em 2006).
O avião efetuava um vôo em 'code-share' com a companhia alemã Lufthsansa, que declarou que quatro dos passageiros registrados neste vôo tinham saído da Alemanha.
Dois suecos também estariam entre as vítimas, segundo o ministério das Relações Exteriores deste país.
O McDonnell Douglas 82 é um aparelho antigo, ainda muito utilizado em todo o mundo. A construtora americana Boeing, que comprou a McDonnell Douglas em 1997, se disse pronta para 'fornecer uma assistência técnica' aos investigadores.
A Spanair disponibilizou um número de emergência para as famílias e os amigos dos passageiros: 00 34 800 400 200.
Dezenas de parentes de vítimas chegaram na tarde desta quarta-feira ao aeroporto de Madri. Muitos outros, aflitos, aguardavam notícias no aeroporto de Las Palmas, constatou uma fotógrafa da AFP.
A Cruz Vermelha instalou uma célula de apoio psicológico em Madri.
O acesso à área do acidente estava proibido aos jornalistas.
Vários vôos partindo de Madri sofreram atrasos de várias horas depois do acidente.
O chefe do governo espanhol, José Luis Rodriguez Zapatero, interompeu suas férias e era aguardado ainda hoje no aeroporto de Madri.
Um luto de três dias foi decretado na região e na cidade de Madri.
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Vista geral do aeroporto de Madri